ATAQUE: OU ENTRAMOS NA LUTA OU PERDEREMOS NOSSOS DIREITOS

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Como mais uma forma de ataque a Classe Trabalhadora, a direção dos Correios vem mostrando que tem por objetivo reprimir qualquer reação da classe a toda opressão imposta. Acontece que o presidente dos Correios, Guilherme Campos, através do Departamento de Operações, divulgou que as ausências dos ecetistas ao trabalho por conta da paralisação do dia 15/03 serão colocadas como falta injustificada, não devendo conceder abono ou compensação.

Porém, essa é uma medida clara de punição aos trabalhadores, já que a Fentect cumpriu com todos os procedimentos formais e legais para a realização da paralisação seguindo os requisitos da Lei 7.783/89, conhecida como a Lei de Greve. É importante lembrar que no ACT 2016/2017, ficou definido que seria estabelecida uma Mesa Paritária para debater as questões especificas ao plano de saúde dos trabalhadores. A mesa ficou em debate com a direção dos Correios por dois meses, até que a direção apresentou a primeira proposta já com a cobrança de mensalidade, em janeiro de 2017. Porém, não houve acordo entre as federações e sindicatos em relação a proposta de custeio da empresa, e que de acordo com o próprio ACT, haveria um período de 90 dias para os trabalhadores deliberarem em assembléias sobre a proposta.

A Fentect realizou a 40º Plenária Nacional, em janeiro, onde foi rejeitada a proposta de custeio e aprovado um calendário de mobilização e luta. No calendário, ficou decidido que se não houvesse um recuo da proposta da empresa, os trabalhadores decretariam greve por tempo indeterminado a partir do dia 15/03. A nível local, o Sintect-PI, em assembléia realizada no dia 15/02 tanto em Teresina, como nas cidades de Floriano, Picos e Parnaíba, rejeitou a proposta e aprovou o indicativo de greve para o dia 15/03.

Então, com o calendário definido e com as medidas legais formalizadas, decidimos unir forças ao movimento nacional e atendemos ao chamado das centrais sindicais aderindo a paralisação do dia 15/03 contra a Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, Reforma Sindical, contra a privatização dos Correios, sucateamento dos serviços e contra a imposição de mensalidade do plano de saúde. Diante disso, não existe justificativa legal para os Correios argumentar que a falta do dia 15/03 é injustificada, já que houve o cumprimento de todos os procedimentos com base na Lei de greve.

Porém a empresa não está permitindo que a paralisação entre nos requisitos da Lei, pois alega que não foram esgotadas as tentativas de negociação com os trabalhadores em relação ao plano de saúde. Mais uma justificativa equivocada, pois entendemos que as negociações se esgotaram sim, tanto é que a ECT está ameaçando impor mensalidade antes mesmo do fim do ACT.

Com esses ataques políticos da direção, a Fentect já está chamando os representantes dos sindicatos para um CONSIN a ser realizado no dia 28/03 para debater e aprovar ações jurídicas e políticas, unificando forças para uma grande mobilização nacional contra todos estes ataques.

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