Consin debate sobre os problemas da categoria e define novo calendário de lutas

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O caminho é construir a greve geral. Se a ECT não voltar atrás e buscar soluções para a categoria, todos vão parar por tempo indeterminado. Essa e outras questões foram debatidas no XVIII Conselho de Representantes Sindicais da FENTECT (XVIII CONSIN), que aconteceu no último dia 28. Foi construído novo calendário de lutas, com eixos que vão nortear a pauta dos ecetistas.

Na primeira parte do evento, pela manhã, a federação recebeu na mesa a nova assessoria jurídica da federação, do escritório De Negri Lindoso Advogados, para uma breve apresentação aos representantes e para esclarecer, de antemão, algumas questões que serão discutidas com a empresa. No entanto, vale destacar que ainda haverá um estudo minucioso de cada causa, para que novas providências sejam tomadas.

“Há um terrorismo na empresa. Vão ter que chamar a federação para negociar e criar mecanismos, alternativas e discutir valores. Não é possível o gestor tirar fotos na Alemanha e realizar patrocínios milionários e a empresa dizer que vai demitir funcionários. Vocês que são dos Correios têm mais garantias que qualquer outro na discussão”, adiantou a advogada Eryka Farias De Negri.

O diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Max Leno, ressaltou o momento pelo qual o Brasil está passando as dificuldades que estão por vir devido às decisões do governo federal e, dessa maneira, poderão impactar, também, na vida dos trabalhadores dos Correios. Ele falou sobre a PEC dos gastos concretizada como Emenda Constitucional. “Os orçamentos das despesas correntes só poderão ocorrer conforme a inflação do ano anterior, já prevista para 4%. Por tudo isso, teremos um crescimento significativo das demandas sociais básicas, tais como saúde, educação e segurança nos próximos anos, com orçamento regrado”, ressaltou.

Conveniência
Embora os investimentos nos setores básicos passem a ser limitados, não foram impostas regras para as despesas financeiras. Segundo o diretor, o atual governo federal está permitindo a não intervenção do Estado com o propósito das concessões, da privatizações, para demonstrar menor participação como indutor do desenvolvimento da sociedade brasileira, deixando que a iniciativa privada desempenhe mais fortemente esse papel.

Além disso, outro grave problema que atinge o país está no número de desempregados. Em fevereiro de 2017, houve um saldo negativo, com mais de 1 milhão de pessoas desligadas, entre esses, os que mais perderam postos foram os empregados do setor privado com carteira assinada, trabalhadores e familiares, empregados do setor público e o trabalhador sem carteira de trabalho assinada.

Percebe-se a precarização do mercado, com o crescimento de funções mais desvalorizadas, também com programas de demissão e a substituição de trabalhadores mais antigos por mais novos.

Inflação
A respeito da inflação, uma observação importante: “há categorias que acreditam que a inflação está assegurada na data base. Porém, essa regra acabou desde 1995. O movimento sindical, sim, conquistou a regra do reajuste de salário mínimo pela inflação, anualmente, mais o crescimento do PIB, conforme as Leis de Diretrizes Orçamentárias. Isso ocasionou ganhos reais de até 70%”, pontuou o diretor Max Leno.

Medidas e ameaças
Segundo o DIEESE, as políticas de austeridades contribuíram para ampliação da recessão do país acima de 7%. O diretor ressaltou que “em nenhum momento o Brasil passou por um período tão ruim, com a deteriorização do mercado de trabalho”.

“A Constituição não cabe no orçamento”
Com essa frase, o governo insiste em rever itens e conquistas da Constituição de 1988, com prioridades a longo prazo, inclusive, como as Reformas da Previdência e Trabalhista, bem como as privatizações, em sentido amplo, com a venda de etatais, ppp’s, concessões, revisão do modelo de partilha do pré-sal, entre outros.

“Todas as políticas vêm no sentido de diminuir a ação do governo e enfraquecer o movimento sindical versus a manutenção das altas da taxas de juros e da estrutura tributária injusta. Isso leva a maior concentração de renda e ampliação das desigualdades sociais”, concluiu Max Leno.

Calendário de Lutas
Ao final dos debates com os convidados, os representantes de todos os sindicatos filiados se posicionaram sobre todos os ataques da ECT, como a suspensão das férias, mensalidade no plano de saúde, insegurança e fechamento das agências, a demissão motivada, entre outros, e deliberaram as próximas ações das entidades sindicais para barrar a retirada de direitos dos Correios e do governo federal, a fim de garantir os direitos e os interesses dos ecetistas.

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO DA FENTECT

03/04 À 11/04:
AGITAÇÃO NAS BASES;
PLENÁRIAS;
PANFLETAGEM;
REUIÕES SETORIAIS,
CARROS DE SOM.

12/04 – ASSEMBLEIA ESTADO DE GREVE

13/04 À 20/04
PANFLETAGEM;
CARRO DE SOM;
FORMAÇÃO DE COMITÊS EM DEFESA DAS ESTATAIS;
REUNIÕES SETORIAIS,
MOBILIZAÇÃO NAS BASES.

25/04 – ASSEMBLEIA PARA DELIBERAÇÃO DE GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO À PARTIR DE 22 HORAS

EIXOS DE LUTA:
GREVE GERAL CONTRA AS REFORMAS PREVIDENCIÁRIA E TRABALHISTA!
CONTRA O DESMONTE DOS CORREIOS, NÃO À PRIVATIZAÇÃO!
NENHUMA DEMISSÃO, CONTRATAÇÃO JÁ!
CONTRA O FECHAMENTO DAS AGÊNCIAS!
PELO RETORNO DA ENTREGA DIÁRIA!
FORA POSTAL SAÚDE! PELO RETORNO DOS CORREIOS SAÚDE AO RH SEM NENHUMA MENSALIDADE!
AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA. TAXAÇÃO DAS GRANDES FORTUNAS
ABERTURA DOS LIVROS CONTÁBEIS DA EMPRESA. AUDITORIA JÁ!
FORA GUILHERME CAMPOS! FORA TEMER!

Fonte: Fentect

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