CORREIOS – A IMPLANTAÇÃO DA ENTREGA ALTERNADA VAI AUMENTAR O ATRASO DOS SERVIÇOS POSTAIS

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 A direção Nacional dos Correios está implantando em todo o Brasil a Distribuição Domiciliária Alternada (DDA). Metodologia de trabalho que já estava sendo implantada nas principais cidades do interior. Chega à Teresina e em todo país com a portaria nº 1. 203, do dia 07 de março de 2018, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

No Piauí, a população de várias cidades do interior como Parnaíba, Floriano, Picos, Bom Jesus e etc; já estão enfrentando problemas de acúmulos, atrasos de correspondências e encomendas, por conta da implantação desse sistema. Os carteiros não conseguem realizar as entregas dentro dos prazos, por causa da sobrecarga de trabalho, o sucateamento dos transportes (Carros, Motos e Bicicletas), além da alternância dos distritos.

Agora a Superintendência Estadual dos Correios no Piauí (SE/PI) está implantando o DDA em Teresina, o que irá aumentar a precarização dos serviços postais na capital. A ECT vai diminuir o número de distritos, aumentar a demanda de trabalho para os carteiros, sem oferecer as condições objetivas de trabalho. Como sabemos que, com o crescimento demográfico da cidade, já existem comunidades que sofrem com a inexistência do serviço postal, sendo negado o direito a comunicação.

Entendemos que essa portaria legalizou a precarização do serviço de entrega de correspondências e encomendas, causando a sobrecarga de trabalho e o atraso na entrega. Na prática, por causa da implantação do DDA, o carteiro não irá mais fazer as entregas todos os dias, na sua rua e no seu bairro tornando impossível o escoamento de toda demanda de trabalho e prejudicando ainda mais os clientes que contam com os serviços postais.

O DDA tenta ser uma solução para o problema desenvolvido pela própria direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) quando optou por reduzir o quadro de funcionários com o seu Plano de Demissão Incentivada (PDI) e o Plano de Desligamento Incentivado para Aposentados (PDIA) que impactou profundamente os Correios.

A redução no número de funcionários a nível nacional é visível comparando a quantidade de funcionários em 2012 que era de 127.500 (cento e vinte sete mil e quinhentos) e foi sendo reduzido até chegarmos à realidade atual que é de 107.000 (cento e sete mil funcionários), mesmo com o crescimento populacional das cidades.

Com esse novo método de gestão na entrega das correspondências utilizado pela ECT, os carteiros serão os prejudicados pela demanda intensa de trabalho, sem poder passar todos os dias nos bairros e ruas por causa da rotatividade diária colocada por essa “alternância”, prejudicando os clientes que já não confiam mais no cumprimento dos prazos que tanto deu força e credibilidade para os Correios. O atraso nas correspondências e encomendas não é culpa do carteiro, mas faz parte de uma política de governo que visa precarizar ainda mais os serviços e privatizar a ECT.

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