CORREIOS SOBRECARREGA TRABALHADORES E SUSPENDE FÉRIAS ATÉ ABRIL DE 2018

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Os ataques da direção dos Correios não param! Dessa vez, o presidente anunciou a suspensão de férias até abril de 2018. Além disso, não haverá convocação de empregados que gerem novas horas extras na empresa, mesmo nos finais de semana. A informação que chegou com título “Contingenciamento de despesas” veio justamente após a reação da categoria aos ataques da direção com a paralisação no último dia 15.

Está na Constituição Federal de 1988, artigo 7º, inciso XVII, a garantia de férias anuais remuneradas aos trabalhadores do País. Isso, com pelo menos um terço a mais do que o salário normal. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) também prevê no artigo 129: “todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias, sem prejuízo da remuneração”. No entanto, a ECT, arbitrariamente, divulgou a suspensão das férias dos ecetistas no período de maio deste ano até o mês de abril de 2018. Mais uma vez, para alegar o suposto déficit bilionário, a empresa retira dos empregados o que é acordado e garantido.

Não é de hoje que os Correios agem com medidas para forçar os trabalhadores e a sociedade a acreditarem que o melhor para todos é a privatização e, para provar isso, vem promovendo ações propositais de precarização dos serviços, com a implantação do DDA; fechamento de agências, onde já anunciou que serão fechadas 250 no Brasil (no Piauí 3 já foram fechadas e até abril, serão mais 2); falta de segurança; problemas com exame periódico; falta de funcionários; privatização; OAI; CDD Virtual e etc.

Diante de todos os ataques e de uma alegada “crise” financeira, os trabalhadores que já sofrem com assédio moral nas agências, sobrecarga de trabalho, ameaça de demissões motivadas, ataque ao plano de saúde com imposição de mensalidade, ainda são colocados como os causadores da “crise” e, por assim serem, sofrem com as medidas para “salvar” os Correios da crise inventada pela direção.

Enquanto o presidente dos Correios, Guilherme Campos, anuncia que a empresa irá suspender as férias dos trabalhadores como uma medida de “corte de despesas”, ele não se intimida em autorizar uma caravana de vice-presidentes e assessores para o exterior, com tudo pago pela estatal. E não só isso, enquanto prejudica os trabalhadores retirando direitos e até retirando materiais básicos das agências (como papel higiênico e copos descartáveis), gasta milhões em patrocínios esportivos, há informações que só em 2017 já foram mais de R$ 16 milhões. Como acreditar que a empresa vai ser recuperada financeiramente atacando os direitos dos trabalhadores?

A realidade é que os Correios é uma grande empresa pública que presta um serviço social a todos os cidadãos, sendo essa uma garantia prevista constitucionalmente e que por vários anos em que a empresa teve superávit houve grandes repasses para o governo. Então, se a empresa estiver realmente deficitária, o Governo Federal é obrigado a garantir o seu funcionamento com qualidade nos serviços e garantindo os direitos do seu quadro funcional. Não podemos parar e aceitar todos os ataques da empresa e do Governo.

Precisamos mais do que nunca entender que essa perseguição é política e não podemos ceder as chantagens da direção. Juntos somos mais fortes, só com a luta conseguiremos manter os nossos direitos!

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