Debate no Senado tem como tema central as ameças de demissões dos funcionários dos Correios

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Ontem (6), houve uma nova audiência pública com o tema “A situação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que planeja promover demissão de funcionários e reduzir sua rede de atendimento e de serviços nos estados e municípios”, no Senado Federal. O presidente da ECT, Guilherme Campos, também estava presente para levar aos parlamentares o insistente discurso de déficit.

A audiência foi de iniciativa do requerimento RDR 22-2017, do senador Paulo Rocha (PT-PA), e da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, onde foi realizado o debate de hoje. O objetivo, conforme o senador Rocha, é que a ECT, uma das instituições de maior credibilidade no país, mantenha a integração nacional. “Ela é um patrimônio vital. Faço apelo: não mexam com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, no sentido de privatizá-la. Nós queremos avançar para que seja 100% pública, de qualidade, eficiência, com respeito à população”, ressaltou a senadora do Rio Grande do norte.

A propósito da recente reestruturação da ECT – que, somada a outra anunciada em menos de um ano, já onera em mais de R$ 100 milhões a empresa com consultorias -, o presidente Guilherme Campos voltou a falar em enxugamento, com a eliminação de 400 posições de gerências e 20 departamentos, entre outros. Junto a isso, o Plano de Desligamento Incentivado, já com 7 mil de adesão.

Sobre o plano de saúde, Campos reafirmou que o mesmo gera déficit para a ECT. “Do jeito que está, o plano de saúde vai representar a morte da empresa”, enfatizou. No entanto, o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, alertou que a direção da estatal sequer abre os números da postal saúde, mesmo internamente. “Não há transparência, mas falam em déficit o tempo todo”, afirmou.

Política motivacional

A destruição da autoestima dos trabalhadores também foi ressaltada nessa audiência. “A empresa deveria trabalhar a motivação dos servidores a longo prazo. Pessoas que pensaram a empresa, criaram grandes marcas, estão encostas e não são mais chamadas a raciocinar uma saída para os Correios”, relatou o secretário-geral.

Para ele, é preciso transformar as audiências em um documento que tenha eco principalmente junto à sociedade. José Rivaldo esclareceu que é necessário, primeiro, buscar soluções para aumentar a receita da estatal, ao invés de anunciarem medidas como as que têm sido lançadas na mídia. “Os trabalhadores vão continuar mobilizados e não vamos aceitar nenhum direito a menos dos trabalhadores”, completou.

Grupo de trabalho

“As pessoas vestem a camisa dos Correios, de coração. A vontade dos servidores é de contribuir pela recuperação da estatal”, destacou o deputado Leonardo Monteiro, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios. O parlamentar sugeriu a criação de um grupo de trabalho, com assessoria técnica da Câmara e do Senado, a direção da estatal e entidades sindicais, para sintetizar as propostas das últimas audiências, encaminhar, viabilizar e salvar os Correios.

Fonte: Fentect

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