Greve dos trabalhadores dos Correios continua no Piauí por tempo indeterminado

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Em Assembleia realizada na última sexta-feira (05/05), os trabalhadores dos Correios do Piauí decidiram pela rejeição da proposta apresentada pela ECT e pela continuidade da greve. A concentração dos ecetistas permanece no GCTCE (Monte Castelo) e será realizada, as 16h desta segunda-feira (08/05), uma nova Assembléia, também no GCTCE, para analisar o quadro nacional.

Mesmo com as reuniões realizadas com a direção da ECT, e com a mediação junto ao TST, a proposta feita pela empresa foi recusada por ampla maioria dos sindicatos, pois não atende as reivindicações, introduz o Plano de Demissão Incentivada, regulamenta a mediação do TST com possibilidade de judicialização pelos correios, além de colocar em risco as liminares concedidas a vários sindicatos garantindo a manutenção do calendário de férias.

Desde o dia 26, após a deflagração da greve, os esforços dos sindicatos para se chegar a uma proposta que contemplasse as necessidades da categoria foram enormes, pois, excepcionalmente, esta greve não trata do teor salário dos ecetistas, mas a favor de uma posição do governo sobre a manutenção dos Correios público, contra o desmonte da ECT, contra a privatização, contra as demissões, por segurança e contra o fechamento de agências, pelo retorno da entrega diária, pelo retorno das férias, em defesa do plano de saúde e pela abertura dos livros contábeis da empresa.

De acordo com o presidente do Sintect-PI, Edilson Nete, a proposta apresentada pela ECT ignora completamente as bandeiras de luta dos trabalhadores e não prevê mudança nenhuma na situação atual em que vivem os ecetistas.

“Apesar das ameaças feitas pela direção da empresa, entendemos que manter a greve forte é necessário para efetivamente avançarmos rumos as nossas reivindicações. Não concordamos e nem aprovamos a proposta da ECT porque ela não vem a contemplar nenhuma das reivindicações colocadas pelos trabalhadores. A nossa luta continua e não vamos ceder. Lutamos por nenhum direito a menos e assim permaneceremos”, disse.

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