Mediação no TST finaliza nesta quarta-feira sem concordâncias

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Conforme agendado com a FENTECT e a Findect, hoje (3), foi realizada reunião de mediação pela greve, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na pauta, os representantes debateram, principalmente, a possibilidade de suspender a suspensão das férias dos ecetistas. Quem presidiu a mediação foi o vice-presidente do Tribunal, Emmanuel Pereira, que afirmou ser favorável à greve, como instrumento de pressão legítimo.

“A ministra Maria Cristina Peduzzi exigiu com a liminar 80% do retorno de trabalhadores aos postos e multa de R$ 100 mil, por dia, caso fosse descumprida. Não é negócio para ambas as partes. Fiz a proposta sem nem ouvir os Correios porque achei que estava na hora de acabar com o cabo de guerra”, destacou.

Proposta sem acordo

Para os representantes dos trabalhadores, a melhor proposta seria a manutenção do que foi acordado no ACT e não judicializar a situação do plano de saúde e a suspensão das férias, mas mantê-las para todos os trabalhadores.

A direção dos Correios, em contrapartida, irredutivelmente, propôs conceder as férias a todos os trabalhadores, com pagamento total do teto de R$ 3,5 mil, e valores acima divididos em cinco parcelas, até dezembro deste ano. A proposta, no entanto, estaria condicionada à desistência dos estados que já ganharam ações para retirar as férias sem nenhum comprometimento.

A FENTECT vai encaminhar o informe a todos os sindicatos, para posterior análise nas assembleias da categoria.

Durante a mediação, a representação dos trabalhadores, ao ser ouvida pelo ministro, denunciou problemas como o plano de saúde, a falta de segurança nas agências, suspensão das férias e ameaças de demissões. Ressaltaram que a luta não é por dinheiro, mas condições dignas para a categoria. “Não perdemos a capacidade de negociação, mas não vamos aceitar assumir as contas do plano de saúde e do fundo de pensão da empresa”, esclareceu o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva.

Os representantes denunciaram o descumprimento da ECT de atas assinadas pelo próprio presidente dos Correios, Guilherme Campos. Além disso, os gastos exorbitantes da empresa, como o repasse à União de R$ 6 bilhões e a conta errônea do pós-emprego. “Parte do prejuízo que a ECT alega é atuarial, ou seja, não significa que vão retirar da empresa agora. Estamos dispostos a discutir como melhorar o caixa dos Correios e os serviços à comunidade”, reafirmou o secretário-geral.

Nova reunião
Foi acordada reunião nesta quinta-feira (4), às 9h30, em Brasília, com o presidente dos Correios, Guilherme Campos.

Imprensa Fentect

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