Presidente do Sintect-PI participa do Seminário Nacional em Defesa do Plano de Saúde

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Seguindo com as atividades do calendário de lutas definidos na 40ª Plenária Nacional da FENTECT, aconteceu no último sábado (18) e domingo (19) o “Seminário Nacional em Defesa do Plano de Saúde”, em Brasília. Representantes dos sindicatos de todo o País, filiados à federação, estiveram reunidos para dar início aos estudos sobre a saúde suplementar no Brasil e a realidade nos Correios. O Presidente do Sintect-PI, Edilson Nete, esteve no Seminário representando os trabalhadores do Estado.

O diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Max Leno, falou durante o Seminário a respeito dos principais embates atuais na saúde do (a) trabalhador (a). A ausência de estudos pormenorizados – como os tratados na comissão durante os meses de outubro de 2016 a janeiro de 2017 – está entre os desafios para as entidades.

Para ele, faltam espaços onde as pesquisas sejam possibilitadas, bem como as análises, sem produção efetiva. “Como os próprios sites, que são fonte importante de avaliação das operadoras”, ressaltou. Max Leno ainda informou sobre a nota técnica lançada pelo DIEESE, que poderá contribuir com a categoria, ainda, receber modificações ou inclusões que condizam com a realidade dos Correios.

Problemática
O diretor do DIEESE explanou sobre a crise na saúde suplementar brasileira, como a queda na renda da população. “Muitos estão deixando planos de saúde e escolas particulares e migrando para a saúde e educação públicas. Estão migrando para o SUS principalmente para contornar os preços dos planos de saúde”, ressaltou Max Leno.

Essa migração, de acordo com o diretor, é devido ao reajuste contratual acima da inflação, nos planos, e os reajustes por força da idade. “A medida que os trabalhadores vão envelhecendo, os planos vão se compatibilizando a essas realidades de valores mais significativos”, disse.

PEC 55

Caso vigorasse desde o ano de 2002, o orçamento da saúde perderia em torno de R$ 1 bilhão, conforme estudos do departamento intersindical. Tão complexa para a categoria pública e estatal, a Proposta de Emenda à Constituição nº 55 também surge como um dos maiores embates para setores prioritários para a sociedade, entre eles, a saúde. “Ela estabelece um critério de reajuste para os próximos 20 anos. Os gatos podem subir somente de acordo com a inflação do ano anterior”, lembrou o diretor Max Leno.

Leitura obrigatória

Diante dessas dificuldades para os brasileiros e, em particular, para os (as) ecetistas, o trabalho da Comissão Paritária de Saúde, que teve como resultado o relatório final com mais de 700 páginas, poderá, de acordo com o diretor, subsidiar as decisões e atividades sindicais.

Assim, os temas que devem ser aprofundados, em um primeiro momento, com prioridade são: modelo de gestão; redes credenciadas; custeio do plano e do pós-emprego; elegibilidade; governança, plano de medicamentos e sistemática de auditorias.

Os (as) trabalhadores (as) têm papel fundamental em se informar e fiscalizar as atividades e arbitrariedades da ECT e da Postal Saúde. Estar por dentro da situação econômica e financeira dos Correios, entender o conjunto de ações voltadas para o plano de reestruturação da empresa e a história, evolução e estrutura do plano.

Fonte: Fentect

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