SINTECT-PI e o Coletivo Feminista-Classista Ana Montenegro realizarão uma roda de conversa em alusão ao Dia da Mulher

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“O Dia da Mulher, ou o Dia da Mulher Trabalhadora, é um dia de solidariedade internacional, e um dia para rever a força e a organização das mulheres proletárias”. (Alexandra Kollontai)

Uma força poderosa! Uma força com a qual os poderes do mundo devem contar quando se põe sobre a mesa o tema do custo da vida, a segurança da maternidade, o trabalho infantil ou a legislação para proteger as trabalhadoras e os trabalhadores.

No entanto, sabemos que o sistema capitalista, ao longo de seu processo de acirramento das relações sociais de classe, desenvolveu e aperfeiçoou técnicas de controle do corpo da classe trabalhadora. Sendo a mulher o sujeito mais oprimido e explorado dessa relação, coube ao corpo dela a total submissão no regime do capital. Por isso nossa sociedade nos considera mercadoria! Como já foi o escravo! Assim, sobre nossos corpos, os “senhores” podem tudo: vender, comprar, exibir, espancar, estuprar e matar…

Estatísticas veiculadas na imprensa mostram que ocorre um estupro no Brasil a cada 11 minutos. Outro dado importante é que, mais da metade da população acredita que a culpa do estupro é das próprias vítimas que ao usarem roupas curtas estão chamando a atenção e dando aval aos agressores.

A história de luta das mulheres trabalhadoras é extensa e, sem precisar citar nossas percursoras, sabemos que todos os dias mulheres constroem com seus corpos a resistência que precisamos para que a luta nos leve ao fim, à emancipação da humanidade e, principalmente, a emancipação sobre nossos corpos.

Sabemos que, principalmente, nesse momento histórico que atravessamos no Brasil, cada vez mais esses mecanismos de controle buscarão nos colocar em casa, no espaço privado, como belas, recatadas e do lar. Mulheres que se rebelam são perigosas para o Capital e nossa beleza está em dizer que não, não vamos calar!
Ao contrário devemos ocupar cada espaço público, cada lugar de luta, devemos nos indignar e levantar. Por todas nós, pela classe trabalhadora e por um mundo enfim, livre.

“A mulher é a proletária do proletário e não conseguirá sua emancipação se não for pelas mãos da classe trabalhadora, mas os próprios trabalhadores não poderão aspirar sua liberação do jugo da escravidão assalariada se não for convocando a mulher a lutar junto a eles sob a bandeira de sua própria liberdade e da luta por seus direitos.” (Flora Tristan)

Nesse dia 08 de março, o SINTECT-PI e o Coletivo Feminista-Classista Ana Montenegro, convidam todas as mulheres ecetistas, trabalhadoras, estudantes e demais a participarem de uma Roda de Conversa, onde a principal temática será a mulher e sua importância para as lutas atuais e do passado.

RODA DE CONVERSA
Data: 08/03
Horário: 18h
Local: Auditório do SINTECT-PI, localizado na Av. Campos Sales, 964, centro.

Não perca! Juntas somos mais fortes!

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