Trabalhadores dos Correios irão parar suas atividades nessa sexta-feira (30/06)

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Atendendo ao chamando das centrais sindicais e a orientação da Fentect, os trabalhadores dos Correios do Piauí irão aderir a Greve Geral desta sexta-feira (30/06). A concentração acontecerá a partir das 8h, na Praça Rio Branco. A mobilização tem como intuito reforçar a luta contra as medidas do Governo do presidente Michel Temer, com a anulação dos projetos de reformas previdenciária, trabalhista e terceirizações, e também em defesa dos direitos sociais e da aposentadoria dos trabalhadores.

Além das bandeiras nacionais, os ecetistas piauienses lutam também contra os severos ataques da direção da empresa, através do presidente Guilherme Campos, que já declarou ameaças aos trabalhadores que paralisarem as suas atividades na sexta-feira (30/06). Essa não é uma medida isolada, pois o assédio moral, sucateamento da empresa, sobrecarga de trabalho e insegurança dos trabalhadores e clientes já acontecem há alguns anos.

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A última determinação da ECT visa prejudicar milhares de usuários das agências dos Correios e os trabalhadores, pois existe uma decisão judicial que determina que os Correios equipem todas as agências do Estado com segurança (porta giratória; contratar seguranças pessoas físicas e instalar um sistema de alarmes conectado a secretaria de segurança e delegacias em todas as agências). Porém, o presidente da empresa já afirmou que prefere fechar os 114 bancos postais das agências a cumprir a decisão judicial.

De acordo com o presidente do Sintect-PI, Edilson Nete, essa é só mais uma forma de ataque da direção da ECT, pois é de conhecimento geral que o fechamento das agências dos Correios é uma posição política nacional já em execução pela ECT .

“A decisão da Justiça do Trabalho é sobre o processo (ACP nº 0000776-05-2010.5.22.0004) que foi originada por uma denuncia do Sintect-PI ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e tramita desde 2008. Ou seja, em 9 anos de tramitação a ECT não tomou nenhuma iniciativa para cumprir a decisão e, agora, como o processo foi transitado em julgado a empresa alega que precisa fechar as agências, pois não vai conseguir estruturar fisicamente as agências para instalar os equipamentos de segurança exigidos. Nós não vamos aceitar o fechamento das agências. Não podemos aceitar que a ECT consiga ludibriar a própria legislação que rege este País. Nossa luta é para que a justiça seja cumprida e que as agências, no período mais rápido possível, possam estar equipadas com toda segurança necessária”, explica.

Por conta de todos esses ataques convocamos todos os ecetistas, ativistas, trabalhadores em geral e a sociedade para participarem desse Ato Unificado mostrando a força de enfrentamento da classe contra todos os ataques aos direitos dos trabalhadores do Brasil.

 

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