Trabalhadores dos Correios realizarão ATO contra as privatizações das estatais e contra os ataques da ECT à classe

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O ato acontecerá no dia 27/09, às 7h, no pátio do edifício sede dos Correios localizado na Rua 7 de Setembro, centro de Teresina

Desde o último dia 19/09 os trabalhadores dos Correios de todo o País estão em greve. No Brasil, a adesão a greve vem crescendo e das 36 bases sindicais, 30 aderiram e as outras decidirão no dia 26/09. O Piauí está mobilizado e mostrando força de enfrentamento, nas principais cidades centralizadoras os serviços estão quase 100% parados, como nas cidades de Picos, Esperantina, Floriano, Parnaíba, Pedro II, Piripiri, Luzilândia, Oeiras, Bom Jesus e Piracuruca. Além desses, outros municípios também aderiram à greve, como Marcolância, Canto do Buriti, Joaquim Pires, Betânia do Piauí, São José do Peixe, Pedro Laurentino, Guadalupe, Simplício Mendes, Cristino Castro e outros.

Sendo a primeira categoria a negociar após a aprovação da Reforma Trabalhista, a representação do Comando Nacional de Mobilização e Negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (CNMN/FENTECT), está sofrendo os entraves impostos pela ECT para a negociação da Campanha Salarial 2017/2018. Até o momento, após mais de 40 dias de atraso, a empresa anunciou apenas propostas de exclusões de cláusulas para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de categoria, configurando retiradas de direitos e assédio moral.

Com a mobilização, os empregados dos Correios denunciam o fechamento de agências por todo o Brasil, o que dificulta a vida não somente da categoria, mas de muitos municípios que precisam dos serviços dos Correios, postal e bancário; ameaças de demissão motivada; corte em investimentos, incluindo novos concursos públicos; a suspensão das férias dos trabalhadores; retirada de vigilantes das agências, interferências e o sucateamento no plano de saúde da categoria, entre outras retiradas que já estão sendo promovidas.

Além disso, há algum tempo a ECT tem apresentado constantes mudanças de reestruturação na empresa, com abertura ao mercado e parcerias externas.

Agora, os Correios também estão no alvo das privatizações de empresas públicas e estatais, do governo federal. Mais uma ameaça aos empregos e à qualidade da ECT, que sempre esteve à frente na confiança da sociedade.

Ressalta-se que a categoria de trabalhadores dos Correios é a que recebe os menores salários entre as empresas públicas e estatais, e a empresa optou nos últimos anos a manter uma cultura de benefícios em troca de reajustes salariais dignos aos empregados. Logo, todas as conquistas dos ecetistas funcionam como uma compensação à defasagem financeira.

Por conta dessa série de ataques a categoria e a tentativa clara do governo e da empresa em privatizar os Correios, será realizado no próximo dia 27/09, às 7h da manhã, no edifício sede dos Correios, um ATO UNIFICADO com outras categorias e centrais sindicais para mostrar que a categoria não vai aceitar que entreguem o patrimônio público dessa forma.

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