Mesmo diante da capitulação de parte do movimento sindical, a categoria mostrou força a nível nacional

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Apesar do movimento para a Campanha Salarial 2016/2017 ter começado com o discurso de unidade, no decorrer das negociações foi possível perceber que a união da categoria não passou de mero discurso. Prova disso, foi a fragmentação do movimento sendo desmontado e desmoralizados pelos próprios dirigentes sindicais covardes e pelegos que independente de quem seja o governo, continuarão traindo os trabalhadores, amortecendo as lutas e abrindo o caminho para o governo e a direção da ECT manter e ampliar sua política de ataque aos trabalhadores e de desmonte dos Correios.

No Piauí, greve ter durado um dia em nosso Estado, destacamos a conduta dos trabalhadores da base do Piauí de força e luta. Não aceitamos as imposições dos Correios e nem nos deixamos levar pela “ameaça” da direção local em só pagar a diferença da PLR caso aceitássemos o acordo proposto pela empresa.

Apesar de tudo, nos mantivemos firmes, e, mesmo com a orientação da maioria da diretoria da Fentect em aceitarmos o acordo e não entrarmos em greve, fomos um dos 10 sindicatos que rejeitaram a proposta da ECT e um dos 6 que entraram na greve. Pois, mantivemos o posicionamento de luta por acreditar que o ACT precisava trazer melhorias, como, por exemplo, a incorporação dos 9% em agosto, conforme a data base, como também a incorporação de  parte do aumento linear reivindicado, etc…, e não somente manter direitos já adquiridos em Acordos anteriores.

Não podemos esquecer que a primeira proposta dos Correios era uma verdadeira afronta aos trabalhadores com redução e retirada de direitos, e só mudou para a “manutenção de direitos” após perceber o movimento crescer em todo Brasil. Só após sentir a pressão dos trabalhadores que a ECT decidiu recuar e fizeram essa nova proposta de manutenção de direitos sem acréscimos de nada. Mas essa atitude da ECT em retirar direitos dos cidadãos segue a tendência das empresas que andam na marcha opressora do capitalismo, onde apenas o lucro vale em detrimento aos direitos dos cidadãos.

Tendência de redução de direitos é instituída pelo regime capitalista

Exemplo disso são as reformas trabalhistas e da previdência que podem mudar as regras da aposentadoria e a mudar a regulamentação do mercado de trabalho, ambas, trazem prejuízos enormes para a classe trabalhadora. Apenas os trabalhadores são prejudicados com essas reformas que além de promover maior burocratização dos processos, ainda afronta os direitos conquistados há muitos anos.

Na reforma trabalhista, muitas coisas podem mudar, como destacamos a seguir:

  • Aumento da carga horária para até 12h semanais;
  • Criação do banco de horas;
  • Regulamentação da terceirização

A proposta de reforma da Previdência Social também é assustadora e deve, inclusive, aumentar a idade de aposentadoria para 65 anos, assim como, aumentar a idade para as mulheres. Algumas das mudanças são:

  • O recolhimento da previdência seria aumentado em 3%;
  • Exigência de recolhimento de INSS para trabalhadores rurais;
  • A pensão por morte, que é integral, deve ser reduzida para 50%, mais 10% por dependente, para todos os segurados (INSS e serviço público).
  • Deverá aumentar, também, a contribuição dos servidores públicos federais, estaduais e municipais. Governo estuda aumentar percentual, hoje de 11%, para 13% ou 14%

Dessa forma, a reforma da Previdência assim como a reforma Trabalhista será uma verdadeira catástrofe no mercado de trabalho tão judiado pela crise política e econômica que enfrentamos desde o governo do PT.

A privatização dos Correios é eminente

Os sindicalistas pelegos que acatam tudo que os Correios ditam estão espelhando que na Ata da assinatura do Acordo Coletivo 2016/2017 existe uma garantia que a ECT não será privatizada. Claramente uma mentira, já que sabemos que não é de hoje que o processo de Reestruturação/privatização dos Correios está sendo montado.

Na Ata, existe um parágrafo que relata que o presidente dos Correios reitera sua posição em relação a privatização dos Correios. “Ratificou também sua posição contrária a privatização dos Correios, destacando a importância da presença e da atuação estratégica da Empresa, na prestação de serviços em todo território nacional”.

A fala do presidente não garante nada até porque se trata de uma opinião pessoal, e o caso da privatização dos Correios é uma decisão política de governo. Será que uma opinião pode mudar o futuro da empresa, já que a privatização dos Correios já foi, inclusive, sinalizada pelo próprio presidente, Michel Temer?

Não podemos nos deixar levar por estratégias de marketing dos Correios usadas para enganar todos os trabalhadores. O processo de privatização já começou e não nos faltam provas disso: serviço sucateado, fechamento de agências, contratação de terceirizados, CDD-virtual, etc.

A luta deve permanecer a mesma: a favor do trabalhador, a favor de todos os cidadãos em a favor da manutenção dos Correios 100% público. Não a privatização!

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